Propaganda homoeopathica em Pernambuco : desde julho de 1848 a janeiro de 1849 / pelo Sabino Olegario Ludgero Pinho.
- Pinho, Sabino Olegario Ludgero.
- Date:
- 1849
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Credit: Propaganda homoeopathica em Pernambuco : desde julho de 1848 a janeiro de 1849 / pelo Sabino Olegario Ludgero Pinho. Source: Wellcome Collection.
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![— 33 - pacidadc para ser juiz na causa que pleiteamos. Me não im- portarei lá com a pseiido-sciencia, nem corn os seus privi- légios, nem com a sua pseudo-caridade, e nem ainda com a sua ambição de ouro] porque são cousas excêntricas ao meu propositü, e somente S. S. aspóde cornprehender, porque só a si dizem respeito. Sei que S. S. he medico, por me dizer que he allo[)atlia. Folgo muito de vô-lo fallar assim; por- que esse cpitheto foi dado por Ilahnemann aos sectários da antiga medicina, os quaes o consideravam como injurioso, e por isso o não qui/eram aceitar; mas elle se acha hoje abraçado pelos médicos mais modernos dessa mesma escola, a excepção do Illni- Sr. Dr. Jubim, do Uio-de-Janeiro, que tem embirrado ein não querô-lo receber. Agora permitta que faça aqui uma pequena reflexão. Se os médicos da velha es- cola teem adoptado o epitheto de allopathas, dado pelo autor da horaoeopathia, lie porque elles teem reconhecido a necessidade de distinguir os partidaiios de um e de outro systema ; mas, sendo os homoeopathas tão pouco numerosos, como se tem dito, para que serviria esse epitheto de distinc- ção, uma vez que existe esse grande numero de allopathas, ç que nós outros somos tão limitados, que lhes não podemos fazer face Diz S. S. que não precisa da allopalhia para vi- ver honestamente. Eis-aqui porque eu exijo que assignem seus artigos com seus proprios nomes para lhes podôr res- ponder devidamente ; e não me ver agora embaraçado como estou, sem podèr dar credito ao que diz o illustre allopalha ! Não creio, tenha paciência, e ninguém absolutamente o póde crer. Se a allopathia lhe he indifferente, se não he delia que S. S. tira os meios de sua subsistência, por que rasão condemna a homceopathia antes de a estudar, antes de a pra- ticar, antes de saber o que ella he ? Não será porque a ho- moeopathia, se acreditando e infundindo no povo o gosto de seu estudo, de modo que venha elle a curar-se a si mesmo sem precisar pagar ao medico a receita, e ao boticário suas drogas, ha de fazer baquear os lucros da allopathia ? Apel- lo para a sua consciência ; pois não sou injusto para com S. S. , como S. S. o foi para comigo, denunciando-me e aos meus correligionários como faltos de consciência, lle do seu de- ver, assim como he do dever de todos os homens, o viver ho- nestamente, quer S. S. precise, ou não da allopalhia. Todos sabem , diz o nobre allopatha ) que o Brasil está mui- to distante do progresso seienliãeo da velha Europa. Ora, por- que o Brasil (pobre Brasil ! tanto que se falia no teu nome, e ninguém te quer fazer engrandecer !!!...) não está tão adi- antado nas sciencias como a velha Europa, segue-se que no Brasil nada possa apparecer, e tomar um desenvolvimen- to mais espantoso do que na Europa ! Ilo isto uma injusti- ça; e segue-se logo outra quando S, S. diz; —e desta parte.](https://iiif.wellcomecollection.org/image/b29320367_0042.jp2/full/800%2C/0/default.jpg)


